A destinação final dos resíduos sólidos é um dos principais desafios da gestão ambiental no Brasil. Historicamente, o país utilizou diferentes formas de descarte, com níveis variados de controle e impacto ambiental. Entre os principais modelos estão o lixão, o aterro controlado e o aterro sanitário — cada um com características e consequências distintas.
O lixão é a forma mais inadequada de disposição de resíduos. Nesse modelo, o lixo é simplesmente descartado a céu aberto, sem qualquer tipo de controle ambiental ou sanitário. Essa prática resulta em contaminação do solo e das águas subterrâneas, emissão de gases poluentes, proliferação de vetores de doenças e degradação social, incluindo a presença de catadores em condições insalubres.
O aterro controlado surge como uma alternativa intermediária. Embora haja alguma organização na disposição dos resíduos, como a cobertura periódica com terra, esse modelo ainda carece de sistemas essenciais, como impermeabilização do solo e tratamento de chorume. Dessa forma, os impactos ambientais continuam significativos, ainda que reduzidos em relação ao lixão.
Já o aterro sanitário é considerado a solução ambientalmente adequada. Trata-se de uma obra de engenharia planejada, que inclui impermeabilização do solo, sistemas de drenagem e tratamento de chorume, além da captação e controle de gases, como o metano. Esses mecanismos reduzem drasticamente os impactos ambientais e garantem maior segurança sanitária.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) estabeleceu diretrizes para a eliminação dos lixões e a adoção de práticas sustentáveis. Apesar dos avanços, muitos municípios brasileiros ainda enfrentam dificuldades na implementação de aterros sanitários, especialmente devido a limitações financeiras e técnicas.
Outro ponto relevante é a importância da redução, reutilização e reciclagem de resíduos, que diminuem a pressão sobre os sistemas de disposição final. A gestão integrada de resíduos envolve não apenas o destino final, mas todo o ciclo de geração e tratamento.
Empresas e instituições têm papel fundamental nesse processo, adotando práticas de gestão ambiental responsável, como segregação de resíduos, logística reversa e parcerias com cooperativas de reciclagem.
A Hidrosam é parceira na gestão ambiental, oferecendo soluções que contribuem para a destinação adequada de resíduos e o cumprimento da legislação vigente. Compreender as diferenças entre esses modelos é essencial para promover escolhas mais conscientes e alinhadas à sustentabilidade.
Autor: Assessoria de Comunicação .
Fonte: hidrosam.com.br.