O descarte inadequado de resíduos sólidos é um dos grandes desafios enfrentados por cidades em todo o mundo. À medida que a população cresce e o consumo aumenta, a destinação correta do lixo urbano se torna uma questão essencial para a saúde pública, a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade dos municípios.
No Brasil, três tipos de locais são tradicionalmente utilizados para a disposição final de resíduos: lixões, aterros controlados e aterros sanitários. Cada um deles possui características próprias, níveis distintos de segurança ambiental e diferentes consequências para o solo, a água e o ar.
Compreender essas diferenças é fundamental para promover políticas públicas eficazes e para que a sociedade civil, empresas e governos possam cobrar e implementar soluções responsáveis para o manejo dos resíduos.
Lixões: a face mais crítica da destinação inadequada
Os lixões são locais onde os resíduos são descartados sem nenhum tipo de tratamento ou controle ambiental. Em geral, são áreas a céu aberto, sem impermeabilização do solo, drenagem de chorume, controle de gases ou cobertura de resíduos.
Esse modelo de destinação é extremamente prejudicial ao meio ambiente e à saúde da população. Os lixões contaminam o solo, os lençóis freáticos e rios próximos com o chorume, um líquido tóxico gerado pela decomposição do lixo. Além disso, a decomposição anaeróbica de matéria orgânica gera gases como o metano (CH?), que contribui para o efeito estufa.
Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil (ABRELPE, 2023), ainda existem quase 2.000 lixões em funcionamento no país, apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) — instituída pela Lei nº 12.305/2010 — estabelecer que todos os lixões deveriam ter sido erradicados até 2014. Estima-se que quase 40% dos resíduos urbanos no Brasil ainda sejam descartados de forma inadequada.
Aterros controlados: uma solução temporária e limitada
Os aterros controlados representam um estágio intermediário entre o lixão e o aterro sanitário. Eles geralmente evoluem a partir de lixões, com a introdução de algumas melhorias como a cobertura periódica dos resíduos com terra, controle parcial de acesso e, em alguns casos, alguma forma de drenagem superficial.
No entanto, esses locais ainda carecem de estrutura técnica adequada, como sistemas de impermeabilização do solo, coleta e tratamento de chorume ou captação de biogás. Por isso, continuam oferecendo riscos ambientais significativos, embora menores que os lixões.
Esses aterros são considerados soluções provisórias, úteis apenas enquanto se viabiliza a implantação de sistemas mais adequados — como os aterros sanitários.
Aterros sanitários: segurança, tecnologia e sustentabilidade
Os aterros sanitários são considerados a forma mais segura de disposição final de resíduos urbanos quando a reciclagem e a compostagem não são possíveis. Trata-se de estruturas complexas, projetadas com engenharia ambiental especializada, que visam minimizar os impactos ao meio ambiente e à saúde pública.
Entre as principais características de um aterro sanitário estão:
-Impermeabilização do solo com manta geossintética e camada de argila para evitar a infiltração de chorume;
-Sistema de drenagem e tratamento de chorume;
-Captação e queima ou aproveitamento energético do biogás;
-Cobertura diária dos resíduos com solo ou material inerte;
-Monitoramento ambiental contínuo do solo, ar e água.
Enquanto lixões representam risco ambiental permanente, os aterros sanitários permitem o gerenciamento técnico e seguro de grandes volumes de resíduos, servindo inclusive como fonte alternativa de energia limpa por meio do biogás.
O cenário global e os bons exemplos
Países desenvolvidos já erradicaram lixões há décadas. Na Alemanha, mais de 65% dos resíduos urbanos são reciclados ou compostados, e o restante é destinado a aterros sanitários ou incineradores com recuperação de energia. Em Japão e Suécia, o índice de aterros sanitários é inferior a 10%, pois a maior parte dos resíduos é reaproveitada ou convertida em energia.
Nos Estados Unidos, segundo a EPA (Agência de Proteção Ambiental), mais de 50% dos resíduos vão para aterros sanitários com controle rigoroso, e muitos deles já utilizam tecnologias de aproveitamento energético do metano gerado.
Esses países mostram que, com investimento e políticas consistentes, é possível reduzir significativamente os impactos ambientais do lixo urbano.
Brasil: desafios e oportunidades
Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta grandes obstáculos. Dados da ABRELPE revelam que mais de 77 milhões de brasileiros são impactados por destinações inadequadas de resíduos. Em contrapartida, o país já possui mais de 600 aterros sanitários em operação, muitos deles equipados com sistemas modernos de tratamento e monitoramento.
A substituição dos lixões por aterros sanitários e a ampliação da coleta seletiva são essenciais para que o Brasil atinja os objetivos da Agenda 2030 da ONU, especialmente os ODS 6 (água e saneamento), ODS 11 (cidades sustentáveis) e ODS 12 (consumo e produção responsáveis).
HIDROSAM: referência em soluções sustentáveis para o gerenciamento de resíduos
A Hidrosam, com forte atuação em engenharia ambiental, tem se destacado na implantação, manutenção e regularização de sistemas de destinação final de resíduos sólidos, contribuindo diretamente para a erradicação de lixões e a modernização da gestão de resíduos em diversos municípios.
A empresa oferece consultoria técnica, licenciamento ambiental, projeto e execução de aterros sanitários e sistemas de tratamento de chorume, sempre com foco na sustentabilidade, na conformidade legal e na valorização dos recursos naturais.
Com equipe técnica qualificada e atuação integrada aos órgãos ambientais, a Hidrosam apoia governos e empreendimentos privados na transição para soluções ambientalmente seguras e economicamente viáveis, promovendo desenvolvimento com responsabilidade.
Autor: Assessoria de Comunicação..
Fonte: Hidrosam..