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Confiabilidade da Medição de Vazão

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Uma das perguntas mais comuns que um usuário de equipamentos de vazão costuma fazer é:
“Esse medidor está medindo corretamente?”. A resposta invariavelmente passa por um
“Depende.” Para que possamos confiar em um determinado equipamento, é preciso que
tenhamos uma série de informações sobre ele e seu histórico.

1 - Especificação Correta
O medidor precisa ser adequado ao processo e precisa ter sido dimensionado corretamente.
No caso de medidores de vazão do tipo Eletromagnético é necessário que o fluido atenda aos
requisitos de condutividade mínima.
Como se trata de um medidor Velocimétrico, ele deve trabalhar em uma faixa de velocidades
considerada boa ou ótima para que tenha bom desempenho.

2 - Calibração Certificada
O medidor precisa ter um Certificado de Calibração emitido por laboratório acreditado.
No Brasil, o INMETRO estabelece critérios e procedimentos para garantir a confiabilidade do
processo de calibração. Os laboratórios credenciados são submetidos a auditorias periódicas
de acordo com as normas de qualidade aplicadas internacionalmente.

Após a calibração do instrumento, o laboratório emite um documento chamado: Certificado
De Calibração, onde constam os resultados dos testes em três ou mais pontos.
O certificado é assinado pelo signatário do INMETRO, responsável pelos procedimentos de
calibrações.

O Certificado de Calibração Acreditado conforme ABNT ISO/IEC 17025:2017 (CGCRE/INMETRO)
é o registro de que o instrumento cumpre com os valores prometidos em catálogo e desejados
pelo usuário e vai acompanhar o medidor durante a sua vida útil.

3 - Instalação Adequada
É fundamental que os requisitos de instalação informados no manual do instrumento sejam
atendidos. Esses requisitos visam evitar que condições adversas possam interferir na medição.
Uma Instalação inadequada pode causar: turbulência excessiva, presença de ar no fluido, falta
de referência elétrica etc .

Para ajudar nesse ponto verifique o nosso Guia Rápido de instalação na área de Download e o
Manual do Instrumento.

4 - Adequação das Condições de Processo
Condições de processo conhecidas e que não interfiram na medição.
Condições adversas de processo podem não estar associadas à má instalação, porém podem
causar interferências. Por exemplo, fluxo pulsado, alta viscosidade, alta concentração de
açúcar, temperaturas elevadas com queda de pressão (flash), sólidos em suspensão.
Alguns problemas de processo podem ser resolvidos com alterações de configuração, outros
devem ser resolvidos com correção do processo em si.

5 - Manutenção
Cuidados para evitar a degradação do instrumento com a prevenção de entrada de agua nos
sensores, desde a instalação com prensa cabos vedada, instalação e verificação periódica de
aterramentos de proteção.

Monitoração das variáveis de processo com o instrumento em funcionamento e atenção para
mudanças de comportamento como instabilidades da velocidade medida.
Avaliação do conversor com Magtest que simula um sensor Krohne e ajuda a testar o
conversor de vazão.

Avaliação eventual da isolação de bobinas do sensor para verificar se não existe ingresso de
umidade.

Avaliação da conformidade do medidor em campo
O envio do instrumento para Calibração periódica em laboratório deve atender ao calendário
proposto pelo manual de qualidade do usuário, onde estão descritos os critérios e a
periodicidade de calibrações para cada tipo de instrumento utilizado em suas instalações.
Essa Calibração tem caráter de Recertificação, quando o instrumento, uma vez em condições
normais de funcionamento, receberá um novo Certificado De Calibração, pois passará pelo
processo de avaliação, ponto a ponto, contra os padrões do laboratório.
Medidores magnéticos não necessitam de correção em fatores de calibração. Caso o fator se
altere, normalmente é caso de defeito ou desgaste excessivo e o medidor deve ser então
reparado pelo fabricante.
Recomenda-se que qualquer reparo seja feito pelo fabricante do instrumento, sob pena de
total perda de confiabilidade de características originais.

6 - Diagnósticos de Campo
Indicam possíveis desvios de confiabilidade da medição.
Cobrem quatro categorias: Falha de Especificação, Falha de Aplicação, Falha do Instrumento ,
Informação.
Verificar a descrição e uso dos diagnósticos em tópicos relacionados.

Conclusão:
A confiabilidade da sua medição será dependente da importância que se dá a cada um dos 6
itens descritos acima

Autor: Blog Conaut.
Fonte: Blog Conaut.