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Conheça soluções que algumas cidades do mundo já adotam para otimização dos recursos hídricos

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Cerca de 2,1 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso à água potável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A informação está no primeiro levantamento global, feito em 2017, sobre água, saneamento básico e higiene feito pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo dados do Banco Mundial, até 2050, mais de um bilhão de pessoas viverão em cidades sem água suficiente. Por esse motivo, se torna ainda mais importante a busca por soluções para o uso da água.

Hong Kong
A alta densidade populacional, a proximidade do mar e a distância de fontes de água doce foram fatores que levaram Hong Kong a adotar o uso da água do mar em suas descargas. A medida foi adotada em 1955, e a partir de 1957 todas as novas casas construídas já contavam com o recurso.

Alemanha
A Alemanha vem reutilizando a água da chuva desde os anos 80. A água que vem principalmente dos telhados é recolhida, filtrada e empregada principalmente nas descargas e jardinagem. Desde o ano 2000, pesquisadores têm estendido a captação pluviométrica para ruas, pátios e outras superfícies.

China
Em 2011, a China lançou um plano quinquenal com uma série de ações para economizar água. A principal medida, avaliada em US$ 62 bilhões, é o desvio de rios para atender às demandas de água e energia das províncias no norte e oeste do país. Quando for concluído em 2050, o projeto unirá os rios Amarelo, Huaihe, Yangtze e Haihe e desviará anualmente 44,8 bilhões de metros cúbicos do sul para o norte árido do país. O projeto tem sido criticado por ambientalistas, que afirmam que as águas do rio Yangtze vão continuar poluídas no fim do percurso, mesmo após passar por etapas de tratamento.

Austrália
Desde 2002, a cidade de Melbourne mantém um sistema de gerenciamento total de seu ciclo hídrico. A cidade monitora de forma integrada informações sobre o consumo, chuvas, desperdício e águas subterrâneas para garantir a captação e distribuição da água de forma mais inteligente. Os dados permitiram que a cidade implementasse soluções específicas para cada área, possibilitando uma economia de 40% a 50% em cada setor.

A cidade de Perth injetou durante uma década em aquíferos subterrâneos água que foi usada pela população e já tratada. A água é filtrada naturalmente pelo solo arenoso e depois extraída para ser consumida pela população ou usada na irrigação agrícola.

Japão
O Japão apostou na qualidade das tubulações para conter o desperdício de água. Feito de material resistente a terremotos e com sensores que detectam vazamentos, o desperdício de água no país é de apenas 2%. Só para comparação, o índice no Brasil é de 37%. A tecnologia japonesa fez tanto sucesso que acabou sendo exportada para Los Angeles, cidade norte-americana que sofre com terremotos.

Outra medida adotada pelo país é a coleta de água da chuva. O estádio Tokyo Dome, projetado para a copa do mundo de 2002, apresenta um moderno e ousado projeto que prevê a captação da água de chuva.

Singapura
Uma das formas utilizadas pelo poder público para evitar que haja desperdício de água é mexer no bolso da população. Depois de notar que a população desperdiçava água, o governo local resolveu adotar, em 2000, uma tarifa progressiva.

Aruba e San Andres
Com apenas 320 quilômetros quadrados de extensão, a ilha de Aruba, no Caribe, tem atualmente a segunda maior usina de dessalinização do mundo. Mas a prática não é novidade na ilha, que usa esse método para obter água potável há 80 anos. A água da ilha é reconhecida por sua qualidade, e pode ser bebida diretamente das torneiras. Outra ilha que adota essa medida é San Andrés, na Colômbia.

Estados Unidos
Nova York iniciou nos anos 1990 um programa de proteção aos mananciais de água, para prevenir a poluição nas nascentes e evitar gastos volumosos com tratamento ou busca de novas fontes de abastecimento. O projeto incluiu aquisição de terras pelo governo nas nascentes de água, com o objetivo de proteger sua vegetação e garantir que os lençóis freáticos continuassem a ser alimentados, assistência financeira a comunidades rurais nessa região em troca de cuidados com o meio ambiente e mitigação da poluição nos mananciais.

Autor: Da redação.
Fonte: https://www.ebc.com.br/especiais-agua/solucoes-hidricas.