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Entenda como funciona uma ETE ( Estação de Tratamento de Efluentes)

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A água está presente em praticamente todas as rotinas da produção industrial.

Dentro do processo produtivo ela é essencial em diversas etapas, que vão desde a lavagem de pisos e máquinas, passando pelo resfriamento ou geração de vapor, até a produção de produtos propriamente.

Não é à toa que a indústria é responsável por 22% do consumo de água no mundo.

Depois de utilizada na indústria, a água se transforma em um resíduo líquido, denominado de efluente.

O termo efluente, além de caracterizar estes resíduos da produção industrial, pode ser usado também para denominar o esgoto sanitário.

Porém, a composição do efluente sanitário ou doméstico é bastante diferente da composição do efluente industrial.

Apenas para se ter uma ideia, enquanto o efluente sanitário é compostos por 99,9% de água e 0,1% de sólidos, que podem ser matéria orgânica, nutrientes ou microrganismos patogênicos; os efluentes industriais podem conter óleos, metais pesados e outras substâncias consideradas tóxicas e altamente contaminantes.

Efluentes sanitários ou industriais, antes de serem descartados no meio ambiente, devem passar por um tratamento em uma Estação de Tratamento de Esgoto ou Estação de Tratamento de Efluentes (ETE).

No caso da indústria, as ETE’s podem estar localizadas dentro do próprio site, ou ainda, é possível encaminhar os efluentes para estações de tratamento terceirizadas, através de empresas contratadas.

O tratamento de efluentes é uma exigência da legislação ambiental.

Por isso, quando a empresa deixa de cumprir com os requisitos legais, pode sofrer pesadas sanções que vão desde altas multas até a paralisação da atividade.

A cada dia a fiscalização e as leis tornam-se mais rigorosas.

Por isso, é preciso buscar soluções que sejam eficazes, e ao mesmo tempo rentáveis, para otimizar o tratamento de efluentes no processo industrial, sem que isso comprometam o orçamento da empresa.

Para saber como chegar a isso, é necessário compreender como funciona a legislação, quando instalar uma ETE e também quais os itens capazes de trazer mais eficiência e durabilidade para a estação de tratamento.

Se você é técnico ou empreendedor e precisa realizar o tratamento de seus efluentes, vale conferir esse post completo sobre tudo o que você precisa saber sobre as ETE’s.

Como funciona uma ETE e quais características deve atender?

O objetivo de uma ETE é tratar o efluente para que possa atender os parâmetros previstos na legislação.

Para se chegar a uma ETE adequada, é preciso conhecer não apenas a composição do efluente como também a classificação do corpo d’água em que será descartado.

O tratamento de efluentes considera basicamente duas fases.

Na primeira, existe uma etapa físico-química onde através de uma reação química, a parte sólida e a parte líquida do efluente se destacam para que depois sejam removidas em um processo de separação.

Já na segunda fase, que é a fase biológica, uma série de microrganismos e bactérias se encarregam de consumir a matéria orgânica poluente, através de um processo respiratório.

Dentro dessas etapas, existe uma subdivisão de outras etapas. Em uma ETE convencional o efluente passa por cinco etapas diferentes até ser completamente tratado.

Porque ter uma ETE para efluentes industriais e em que casos ela é necessária?

Todas as atividades industriais que geram efluentes devem contar com uma estação de tratamento e essa exigência, em geral, é cumprida durante o licenciamento ambiental.

Atividades consideradas poluidoras ou potencialmente poluidoras estão sujeitas ao processo de licenciamento junto ao órgão ambiental competente.

Nesse processo, o órgão ambiental irá acompanhar toda a instalação e funcionamento do empreendimento, fazendo uma série de exigências, com o objetivo de mitigar os danos ou potenciais danos ao meio ambiente.

Empreendimentos que promovem impactos no meio ambiente só estão autorizados a funcionar depois da emissão de uma Licença de Operação (LO), que além de autorizar o funcionamento, atesta que o empreendimento cumpriu com as condicionantes e, dali para frente, deverá ser monitorado e fiscalizado pelos órgãos ambientais.

São diversos os empreendimentos que necessitam de uma ETE, mas apenas para citar alguns:

Construção civil (efluentes sanitários e lama bentonítica)
Fábricas de cerâmicas
Indústria de bebidas (refrigerantes, destilados, fermentados, sucos, bebidas lácteas entre outras)
Funerárias (efluentes decorrentes da preparação de corpos)
Indústria alimentícia
Indústria de cosméticos

Essa lista, contudo, não é exaustiva, ou seja, sempre é necessário checar junto ao órgão ambiental a necessidade do licenciamento, bem como, da construção da ETE.

Autor: Blog Fibersals.
Fonte: Fibersals.