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Maioria dos poços artesianos no Brasil são clandestinos

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Um estudo do Instituto Trata Brasil em parceria com o Centro de Pesquisa de Águas Subterrâneas da Universidade de São Paulo (USP) indica que a grande maioria dos mais de 2,5 milhões de poços artesianos do Brasil é clandestina. O impacto disso é o risco de contaminações e problemas sanitários e ambientais.

Reforçando a importância das águas subterrâneas, o estudo aponta que o total de água extraída dos poços artesianos chega a 17.580 Mm³/ano e que esse montante seria suficiente para abastecer toda a população brasileira durante um ano. Ainda assim, mesmo abaixo da capacidade de uso correto, o estudo do Trata Brasil mostra que o país o Brasil figura na lista de países que mais captam água subterrânea do mundo, levando em consideração um levantamento feito em 2010. O Brasil está em nono lugar na lista que é liderada pela Índia, seguida por China e Estados Unidos.

Para mudar o cenário identificado e reduzir a clandestinidade, o principal obstáculo apontado pelo estudo está no perfil dos poços artesianos existentes no país. Apenas 12% do total de poços estimados são conhecidos e registrados pelos órgãos públicos. Os outros 88% são clandestinos e estão em propriedades rurais, indústrias, casas e prédios espalhados por todo o Brasil. E mais: 52% dos municípios brasileiros são abastecidos total (36%) ou parcialmente (16%) por águas subterrâneas, sendo a única opção para 48% das cidades com população menor que 10 mil habitantes.

Veja os principais dados no infográfico do G1.



Consequências e riscos dos poços artesianos clandestinos
O grande número de poços artesianos traz inúmeras consequências. Uma delas é financeira para os cofres públicos. De acordo com o estudo, conforme destacado em reportagem do G1, se toda a água subterrânea extraída fosse oferecida ao preço médio praticado pelos operadores (R$ 3,36/m³), a receita total chegaria a R$ 59 bilhões por ano – valor que poderia ser revertido em obras de melhorias no setor de água e saneamento, além das águas subterrâneas também servirem de aliadas em casa de uma nova crise hídrica.

Como a maioria dos moradores, empresas e fazendas constroem poços artesianos e não procuram obter licenças e registros, acabam por provocar uma superexploração dos aquíferos, quando há uma grande número de poços numa mesma região. Além disso, o uso de poços clandestinos aumenta o risco de consumo de águas contaminadas. Isso ocorre porque não são seguidas normas de vigilância sanitária nem são feitas análises clínicas regulares.

“Ter um poço não tem problema, mas um poço ao lado do outro causa interferência hidráulica”, afirma Ricardo Hirata, professor da USP, coordenador do estudo. “Os níveis de água podem cair muito e quando os poços são clandestinos, perfurados ao acaso sem ninguém controlar, muitos poços podem ser perfurados na mesma região. O aquífero pode secar”, diz. Segundo ele, em entrevista à rádio CBN, a sociedade, incluindo os governantes, têm uma percepção muito menor da importância desse recurso.

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Autor: Aqua Reduz.
Fonte: CBN , G1 e Trata Brasil.