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Panorama das 10 melhores cidades do Ranking do Saneamento 2020

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No último mês de março, foi lançado o novo Ranking do Saneamento, em parceria com a GO Associados, com foco nas 100 maiores cidades do Brasil. Nesse ano, assim como nos demais, o estudo abordou os indicadores de água e esgotos nas maiores cidades do país com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2018, divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades.

O Ranking do Saneamento Básico deste ano buscou mostrar o quão longe o país ainda está em cumprir os compromissos nacionais e internacionais em água tratada, coleta e tratamento de esgoto.

Atualmente no país, usando dados do SNIS ano base 2018, ainda 16,38% da população brasileira não tem acesso ao abastecimento de água, o que representa quase 35 milhões de pessoas – metade da população da França ou do Reino Unido; 46,85% não dispõe da cobertura da coleta de esgoto, chegando a mais de 100 milhões de pessoas sem esses serviços básicos – mais de 2x a população da Argentina. Além de tudo isso, o volume de esgoto no Brasil ainda é abaixo do ideal, somente 46% do volume gerado de esgoto no país é tratado.

No texto do blog de hoje discorreremos um pouco mais sobre os 10 municípios mais bem colocados no Ranking 2020.

Dos dez melhores municípios do Ranking, cinco localizam-se no estado de São Paulo, três no Paraná, um em Minas Gerais, e um na Bahia.



Quando falamos em acesso a abastecimento de água tratada, a média nos 100 maiores municípios em 2018 foi de 93,31% da população, sendo maior que a média brasileira de 83,6%. Dos dez municípios mais bem ranqueados, cinco contam com o indicador universalizado, sendo que mesmo o menor índice entre as cidades já se encontra próximo da universalização. É o caso de São José do Rio Preto (SP), com 95,81%.

Em relação ao esgotamento sanitário, em 2018, o Brasil despejou na natureza 5.715 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento por dia, sendo 2 milhões por ano. De acordo com o estudo, o indicador médio de coleta de esgotos nos 100 maiores municípios foi 73,30%. No geral, os 100 maiores municípios possuem coleta de esgoto bastante superior à média do Brasil, que foi de 53,15%. Dentre as dez mais bem posicionadas no Ranking, apenas dois municípios não possuem mais do que 95% de atendimento, que é o caso de São José do Rio Preto (SP) e Vitória da Conquista (BA).

Já a média do tratamento de esgotos nos 100 maiores municípios em 2018 foi de 56,07%. Ou seja, as maiores cidades tratam, na média, mais esgotos que o país. No entanto, em ambos os casos, o indicador está baixo mostrando ser um dos maiores desafios a serem enfrentados. Sete de dez municípios tratam mais do que 90% do esgoto que produzem, com exceção apenas de São José do Rio Preto (SP), Uberlândia (MG) e Ponta Grossa (PR).

As perdas de água, que ocorrem a partir de vazamentos, erros de leitura dos hidrômetros, furtos (famosos “gatos”), entre outros problemas, registrou indicador médio nas 100 maiores cidades de 34,40%, o que representa um valor abaixo da média nacional de 38,5%. Neste indicador, apenas um município possui menos que 20% de perdas, Santos (SP) com 14,28%. Entretanto, cinco municípios perdem mais que 30% da água produzida, é o caso de Piracicaba (SP), Cascavel (PR), São José dos Campos (SP), Ponta Grossa (PR) e Vitória da Conquista, mostrando ser um desafio a ser superado pelos operadores destes municípios.

Os municípios citados no texto, têm em comum a boa gestão e as constantes melhorias nos sistemas de abastecimento de água e coleta de esgoto, que por consequência, melhoraram a qualidade de vida da população, trazendo diversos benefícios socioeconômicos e tornando essas cidades, as dez melhores no saneamento básico de 2020.

Autor: Tratar Brasil.
Fonte: Tratar Brasil.